sexta-feira, 2 de maio de 2014

Primeiro Atlas dos Morcegos mapeou distribuição de espécies


Um trabalho de mapeamento permitiu saber a distribuição de 24 espécies de morcegos presentes em Portugal e descobrir onde se encontram algumas menos conhecidas, um contributo importante para analisar a sua evolução e definir medidas de conservação.
O principal objetivo deste primeiro Atlas foi "organizar a informação que temos sobre a distribuição das espécies de morcegos em Portugal Continental, [pois] existem muitos dados "perdidos"", disse hoje à agência Lusa a chefe da Divisão de Conservação da Biodiversidade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O projeto, que decorreu durante dois anos e envolveu cerca de 150 pessoas, também pretendia contribuir para a criação de uma base de dados da distribuição das espécies, disponível para todos os que trabalham na conservação dos morcegos, e para a sensibilização da população para a importância destes animais no equilíbrio dos ecossistemas.
Quando questionada acerca da existência de conclusões inesperadas na pesquisa, Ana Rainho explicou que o Atlas vai ser a referência para a construção de projetos futuros e, "sendo o ponto zero deste trabalho, as surpresas são sempre relativas e a partir daqui é que será analisado como no futuro a distribuição das espécies vai ou não alterar-se, como evolui no tempo".
A técnica do ICNF salientou que as questões "são sempre pontuais e relacionadas com espécies recentemente conhecidas no país" e apontou o exemplo do "eptesicus isabellinus [morcego-hortelão-claro], cuja distribuição conhecida era essencialmente no norte de África e desde que foi confirmada a sua presença em Portugal julgava-se" que estava mais no sul do país.
Com o Atlas, que é hoje apresentado, foi possível confirmar que "não é bem assim e a espécie está presente sempre no interior do país, mas até Trás-os-Montes, o que foi uma surpresa" para Ana Rainho.
Outro dado interessante refere-se ao morcego-arborícola-grande, ou nyctalus noctula, cuja observação em Portugal tinha sido comprovada através de um exemplar de museu, "que não se sabe quando foi recolhido", e desde ai não tinha sido possível confirmar se ocorria ou não no país.
"Apesar de não termos respostas para as espécies todas, já podemos confirmar definitivamente que a espécie está presente em Portugal, passadas muitas décadas", resumiu a chefe de Divisão do ICNF.
Perceber a evolução de uma espécie nas suas áreas de distribuição é importante para definir se está ameaçada ou não e para avançar com medidas que garantam o seu bom estado de conservação.
Por exemplo, é esperado que as alterações climáticas afetem muito as espécies da região do mediterrâneo devido ao aumento da temperatura e do potencial de desertificação.
"Os morcegos são espécies que dependem muito da água e é muito provável que afete o seu estado ou a sua distribuição e isso poderá ser agudizado pelas alterações do uso do solo, como a intensificação das áreas agrícolas ou a desflorestação", explicou Ana Rainho.
Entre os morcegos, há "algumas espécies com problemas de conservação, mas há muitas ainda que não têm estatuto de conservação definido, não são conhecidas o suficiente para conseguirmos dizer se estão ameaçadas ou não", disse ainda a responsável.

Grande quantidade de lixo no mar profundo da Europa


Garrafas, sacos de plástico e redes de pesca foram alguns dos tipos de lixo humano encontrados no mar profundo da Europa, segundo um estudo que destaca a necessidade de ações para impedir o aumento do lixo nos ambientes marinhos.
"O lixo foi encontrado ao longo de todo o Mediterrâneo e costas da Europa, estendendo-se até à crista dorsal mesoatlântica, a 2.000 quilómetros de terra", lê-se no recente trabalho de investigação a que a Lusa teve acesso, que envolveu 15 organizações de toda a Europa e foi liderado pelo centro IMAR da Universidade dos Açores, sediado no Departamento de Oceanografia e Pescas.
"A grande quantidade de lixo que chega ao mar profundo é um assunto de importância mundial. Os resultados do estudo destacam a extensão do problema e a necessidade de ações para prevenir a crescente acumulação de lixo nos ambientes marinhos", sublinham os investigadores.
De acordo com o estudo, que beneficiou de uma colaboração entre dois projetos de investigação - o projeto HERMIONE, financiado pela União Europeia e coordenado pelo Centro Nacional de Oceanografia em Southampton, e o projeto "Mapping the Deep", liderado pela Universidade de Plymouth -, "o lixo é um problema no ambiente marinho ao ser confundido com alimento por alguns animais, podendo enlear corais e peixes -- um processo conhecido como 'pesca fantasma'".
Cerca de 600 amostras foram recolhidas pelos cientistas ao longo do oceano Ártico e do oceano Atlântico, incluindo o mar Mediterrâneo, entre os 35 e os 4.500 metros de profundidade, indica o relatório.
"Concluímos que o plástico foi o item de lixo mais comum no fundo marinho, enquanto o lixo associado às atividades da pesca (redes e linhas presas no fundo) são particularmente comuns em montes submarinos, bancos e cristas oceânicas", precisou Christopher Pham, investigador da Universidade dos Açores.
"Esta pesquisa demonstrou que o lixo humano está presente em todos os habitats marinhos, das praias às zonas mais profundas e remotas dos oceanos", observou.
"A maior parte do mar profundo continua inexplorada pelos humanos e esta é a nossa primeira visita a muitos destes locais, pelo que ficámos chocados ao descobrir que o lixo chegara lá primeiro que nós", acrescentou o cientista.
Segundo o estudo, foi encontrado lixo "em praticamente todos os locais investigados, com o plástico a contribuir globalmente com cerca de 41 por cento e aparelhos de pesca abandonados com cerca de 34 por cento do total", tendo também sido descoberto "vidro, metal, madeira, papel/cartão, roupa, cerâmica e outros materiais não identificados".
Uma das descobertas mais interessantes, de acordo com a investigadora Kerry Howell, professora associada no Instituto Marinho da Universidade de Plymouth, foi "terem-se encontrado depósitos de carvão queimado no fundo marinho, largados no mar por navios a vapor desde o final do século XVIII".
"Já se conheciam alguns depósitos no leito marinho, mas conseguimos perceber que a sua acumulação está associada às rotas marítimas modernas, o que indica que os principais corredores de navegação não foram alterados nos últimos dois séculos", frisou.
O cientista Christopher Pham sublinhou que "no geral, as acumulações mais densas [de lixo] foram encontradas nos desfiladeiros submarinos profundos" e a investigadora Veerle Huvenne, do Centro do Oceanografia de Southampton, explica que "os desfiladeiros submarinos formam a principal ligação entre as águas costeiras e o mar profundo" e que "os desfiladeiros localizados perto de grandes cidades costeiras, como o desfiladeiro de Lisboa ou o de Blanes, em Barcelona, podem transportar o lixo marinho até profundidades superiores a 4.500 metros".
O artigo científico, intitulado "Marine litter distribution and density in European Seas, from the shelves to deep basins", está publicado no jornal de acesso livre PLOS ONE.

sábado, 26 de abril de 2014

Aleitamento de mais de 3 meses reduz risco cardiovascular


Os bebés amamentados por mais de três meses têm menos probabilidade de desenvolverem doenças cardiovasculares na idade adulta, conclui um estudo hoje publicado.
Investigadores norte-americanos estudaram 7.000 jovens adultos e descobriram uma "ligação significativa" entre um aleitamento materno de curta duração ou baixo peso à nascença e níveis elevados de proteína C reativa (CRP), associados a um risco acrescido de doenças cardiovasculares.
A CRP é uma proteína sintetizada principalmente pelo fígado e tem um papel importante nas reações inflamatórias.
"Um aleitamento de três a 12 meses está ligado a uma baixa concentração sanguínea de CRP, da ordem de 20 a 30% por comparação às pessoas que não foram amamentadas", escrevem os investigadores da Universidade Northwestern, em Evanston, Illinois, no estudo, publicado pela revista Proceedings of the Royal Society B.
Segundo o estudo, os efeitos do aleitamento são "idênticos ou superiores" aos dos medicamentos na redução dos níveis de CRP nos jovens adultos.
O estudo concluiu também que os bebés que nascem com baixo peso têm maiores níveis de CRP em adultos.
"Bebés com mais peso à nascença e bebés que são amamentados por períodos mais longos terão níveis mais baixos de inflamação em adultos, e isso reduzirá o seu risco de ataque cardíaco e de outras doenças da idade", disse Thomas McDade, professor de antropologia na Universidade de Northwestern e líder do estudo.
O investigador admite que não se sabe o motivo desta ligação, mas os cientistas suspeitam que há alguma coisa no leite materno que melhora o sistema imunitário.
O estudo foi realizado junto de jovens adultos de 24 a 32 anos, originários de diferentes meios sociais e incluiu irmãos em que um foi amamentado e outro não, para eliminar o impacto socioeconómico.
O aleitamento exclusivo até aos seis meses é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que o apresenta como "um dos meios mais eficazes" de assegurar a saúde e a sobrevivência da criança.
Apesar disso, a organização reconhece que menos de 40% dos bebés no mundo beneficiam do aleitamento atualmente.

Madeira regulamenta observação de cetáceos


O Governo Regional da Madeira regulamentou, através de uma portaria, a observação de cetáceos na região, criando áreas excluídas de observação e um número máximo de plataformas e de viagens diárias admitidas face ao impacto causado pela presença humana.
A portaria publicada hoje no Jornal Oficial da Região refere que estas viagens, que têm tido um aumento significativo nos últimos anos, são determinadas "através de portaria" do secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, em função da informação técnico-científica disponível e da aferição dos níveis de tolerância dos animais relativamente ao impacte causado pela presença humana.
De acordo com a portaria, as plataformas - embarcações utilizadas pelos operadores autorizados - que podem exercer o direito de fazer as viagens diárias são 37 e as viagens estão limitadas a três por dia.
A portaria define também uma zona de "área de exclusão da atividade de observação de cetáceos, com a área total de 1.021 quilómetros quadrados" que, de acordo com o mapa publicado, é delimitada a norte da ilha pela zona da Ponta Delgada, e a sul, pela Ponta de São Lourenço.
O representante da Associação de Comércio e Indústria do Funchal, Pedro Mendes Gomes, nesta área de observação de cetáceos, - e também ele proprietário de uma empresa de observação -, referiu que a portaria "é pacifica, pois já que havia um código de conduta assumido por todos referente a esta atividade".
Ainda assim, o representante alertou para a necessária fiscalização deste setor, já que existem outro tipo de embarcações que fazem a observação de cetáceos, mas não estão licenciados para o efeito.
"Há barcos de 'big game fishing' [caça grossa] que têm de fazer isso mesmo e não observação, o barco de parapente é para isso mesmo, os 'jet-ski' também não podem e isto significa que há agora um trabalho grande a fazer na distinção das embarcações e das empresas de observação", afirmou.

Cromossoma Y apareceu há 180 milhões de anos

Uma pesquisa feita por investigadores do Instituto Suíço de Bioinformática hoje divulgada estima que o cromossoma Y, que distingue os machos das fêmeas a nível genético, apareceu há cerca de 180 milhões de anos.
A equipa, liderada por Henrik Kaessmann, professor associado do Centro de Genómica Integrativa, no Instituto Suíço de Bioinformática, analisou amostras de vários tecidos masculinos, nomeadamente os testículos, de espécies diferentes e recuperaram os genes do cromossoma Y das três principais linhagens de mamíferos.
A primeira foi a dos placentários, que incluem seres humanos, macacos, roedores e elefantes, seguindo-se a dos marsupiais (como gambás e cangurus) e, por último, os monotremados (mamíferos que põem ovos, como o ornitorrinco e a equidna, uma espécie de porco-espinho australiano).
No total, os investigadores trabalharam com amostras de 15 mamíferos diferentes, representando três linhagens, mas incluíram o frango para estabelecer a comparação, descreve o estudo hoje publicado pelo SciencieDaily.
Ao invés de sequenciarem todos os cromossomas Y, o que teria sido uma "tarefa colossal", os pesquisadores compararam as sequências genéticas de tecidos masculinos e femininos para eliminar todas as sequências comuns a ambos os sexos, visando manter apenas as sequências correspondentes ao cromossoma Y.
Deste modo, os pesquisadores conseguiram estabelecer o maior atlas genético deste cromossoma masculino à data, concluindo que o mesmo gene que determina o sexo, chamado SRY, fora formado há 180 milhões de anos no antepassado comum dos placentários e marsupiais.
Em seres humanos e outros mamíferos, a diferença entre sexos depende de um único elemento do genoma: o cromossoma Y, que está presente apenas nos machos, com dois cromossomas sexuais X e Y, enquanto as fêmeas têm dois cromossomas X.
O Y é responsável por todas as diferenças morfológicas e fisiológicas entre machos e fêmeas, no entanto, há muito tempo o X e Y eram tidos como idênticos até que o Y se começou a diferenciar. Segundo a equipa, outro gene, AMHY, responsável pelo aparecimento de cromossomas Y dos monotremados terá aparecido a 175 milhões de anos.

Descodificado o genoma da mosca tsé-tsé


Resultado publicado na revista Science é considerado um marco fundamental para combater a doença do sono
Um grupo internacional de investigadores acaba de completar a sequenciação do genoma da mosca tsé-tsé, responsável pela transmissão da doença do sono, que constitui um flagelo para as populações da África sub-Sariana. Os resultados da investigação, publicados na revista Science, são considerados um passo científico importante, que a abre caminho a nova abordagens no combate à expansão do inseto e à doença que ele transmite.
"Este é um marco essencial para a comunidade científica nesta área",afirmou Geoffrey Attardo, investigador da Yale School of Public Health, nos Estados Unidos, que coordenou o trabalho. "A nossa esperança é que este novo recurso possa facilitar a investigação funcional [sobre o vetor e a doença] e ser um contributo para a comunidade que estuda a biologia do inseto", sublinhou o mesmo investigador.
A mesma expectativa, de que o novo conhecimento "possa conduzir a novos métodos para eliminar a doença", foi expressa pela médica e cientista Serpa Aksoy, uma das fundadoras do projeto, há 14 anos.
A doença do sono é fatal quando não tratada - e muitas vezes não é, porque os medicamentos são muitos caros e inacessíveis à maioria da população que vive nas regiões afetadas, no continente africano.
O projeto de sequenciação do genoma da mosca tsé-tsé iniciou-se no ano 2000 e levou 14 anos a completar, com a participação de 140 cientistas e um custo global de cerca de 10 milhões de dólares (7,23 milhões de euros), que foi em parte financiado pela Organização Mundial de Saúde.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Olá Nasa, estou na Terra!

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) desafiou a população mundial a assinalar o Dia da Terra com um auto-retrato com a indicação do local do planeta onde a pessoa se encontra.São milhares de selfies que chegam de todo o mundo.
A meio da tarde são já milhares as imagens disponíveis, um pouco de todo o mundo, contando-se ainda com a presença de vários internautas portugueses. Não só em vários pontos do país, mas também a partir do estrangeiro.
De acordo com a NASA, no evento criado nas redes sociais para o efeito, o objectivo é colocar as pessoas a mostrar o mundo ao mundo.
"Saia de casa e mostre-nos as montanhas, os parques, os rios, os lagos, os monumentos históricos. Diga-nos onde está com um sinal, escrito na areia, soletrado com pedras... é essa a ideia", refere a agência no Facebook.
Para participar, as pessoas podem ir à página da Nasa http://www.nasa.gov/content/goddard/globalselfie/#.U1aFdlVdW-M e descarregar um modelo de texto para localização da foto. Depois, ao carregá-la para a página do Facebook devem adicionar a hashtag #GlobalSelfie.








Lua de Sangue reflete feixe de luz verde


Numa imagem difundida pela NASA é possível ver-se a Lua de Sangue a refletir um feixe de luz verde.
Apesar de poder parecer uma cena retirada de um filme de ficção científica, a imagem recentemente difundida pela NASA não tem efeitos especiais. Tanto o raio de luz verde como a lua vermelha são reais e foram captados durante a madrugada de 15 de Abril.
A imagem da lua vermelha, apelidada de Lua de Sangue, foi captada na semana passada durante o eclipse total da lua. Assim, por se encontrar na sombra, a lua eclipsada reflete a luz avermelhada de todos os entardeceres e amanheceres da Terra.
O feixe de luz verde é um laser proveniente de um telescópio de 3,5 metros do Observatório Apache Point no Sul do Novo México, nos Estados Unidos, que é utilizado no projeto espacial Apollo para medir a distância da Terra à Lua com precisão milimétrica. O objetivo do laser é atingir o retrorefletor instalado na lua pelos astronautas em 1971. O feixe verde revela-se quando a atmosfera da Terra espalha parte da luz intensa do laser.
Determinando o tempo que leva o laser a ser refletido para a Terra, é possível calcular a distância entre a Terra e a Lua com extrema precisão, bem como testar a teoria da gravidade de Einstein.
A experiência com o laser durante um eclipse total utiliza a Terra como um interruptor de luz cósmica. O refletor lunar tem um maior desempenhado quando a luz solar é bloqueada do que quando a lua está iluminada pelo Sol durante a lua cheia normal, possibilitando imagens como a difundida pela NASA.

Investigadora portuguesa distinguida com Honoris Causa

Uma investigadora da Faculdade de Ciência do Porto será a única portuguesa no grupo de 10 doutores Honoris Causa que a Universidade de Estocolmo, Suécia, irá atribuir este ano, numa cerimónia a realizar em setembro, anunciou hoje a U.Porto.
"No mesmo edifício da capital sueca onde todos os anos são reconhecidos os laureados com o Prémio Nobel, Maria João Ramos, professora e investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), será agraciada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo", refere a Universidade do Porto (U.Porto).
Fonte da Reitoria da U.Porto disse à Lusa que Maria João Ramos será homenageada pelo seu "relevante contributo científico no campo da proteómica computacional", área da Bioquímica dedicada ao estudo da estrutura e comportamento das proteínas através do computador.
Responsável pelo grupo de investigação em Química Teórica e Bioquímica Computacional da FCUP, Maria João Ramos tem "uma vasta reputação internacional nas áreas da catálise enzimática, mutagénese computacional, docking molecular e descoberta de drogas, sendo autora de mais de 250 artigos científicos em revistas internacionais", referiu a mesma fonte.
A professora catedrática e diretora do programa doutoral em Química da FCUP, é licenciada em Química pela Universidade do Porto e doutorada pela Universidade de Glasgow (Escócia) e pelo Swiss Institute for Nuclear Research.
Na Universidade de Oxford (Inglaterra) realizou um pós-doutoramento em Modelação Molecular e foi durante muitos anos diretora associada do National Foundation for Cancer Research Centre for Computational Drug Discovery da Universidade de Oxford.
Maria João Ramos é ainda membro do comité internacional de coordenação do mestrado e do doutoramento europeus em Química Teórica e Modelação Computacional, integrado no programa Erasmus Mundus, do qual faz parte a própria Universidade de Estocolmo.
Entre os homenageados encontram-se também, entre outros, Eleanor Sharpston, do Tribunal de Justiça da União Europeia, e o filósofo francês François Recanati.

Um planeta como a Terra a 500 anos-luz de distância


Descoberta de exoplaneta rochoso que pode ter água líquida e uma boa temperatura para albergar vida é anunciado na revista Science
É rochoso, com uma dimensão idêntica à da Terra e está à distância certa da sua estrela, uma anã, mais pequena do que o Sol, para ter uma temperatura média temperada e, sobretudo, água no estado líquido. Tudo condições essenciais à existência de vida. É o exoplaneta Kepler186f , o mais parecido de todos os que até hoje foram encontrados com a Terra.
Os investigadores que o identificaram, graças à observações do telescópio espacial Kepler, estão por isso entusiasmados. "É fantástico", congratulou-se o astrofísico James Kasting, da Universidade do Estado da Pensilvânia, um dos autores da descoberta. O seu colega David Charbonneau mostra a mesma satisfação e sublinha que este planeta "é uma das descobertas mais significativas do telescópio Kepler".
Este novo mundo é o quinto planeta do sistema solar da sua estrela, que está localizada a 500 anos-luz daqui e que é mais pequena do que o Sol."Estando na zona habitável do seu sistema solar, é dos melhores sítios [para procurar vestígios de vida]", sublinhou, por seu turno Stephen Kane, coautor da descoberta.
O primeiros destes novos mundo distantes foi identificado em 1995 pela equipa do astrofísico suíço Michel Mayor, e desde então já se descobriu mais de um milhar destes exoplanetas na órbita de outras estrelas da Via Láctea. Mais recentemente, com as observações do telescópio orbital Kepler, estas observações mudaram de escala e tornou-se possível detetar um maior número de planetas mais pequenos e rochosos. Este, agora, é o mais parecido de sempre com a Terra.
 

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Grande tubarão branco transatlântico pode estar grávida


O primeiro grande tubarão branco - uma fêmea - visto a atravessar o Oceano Atlântico de um lado ao outro pode estar grávida, segundo o responsável pela expedição que está a segui-lo
Lydia, como foi chamado o tubarão fêmea, foi sinalizado por satélite na costa da Florida no ano passado para permitir aos cientistas seguir os seus movimentos. O projeto foi iniciado para reunir dados sobre os movimentos, a biologia e a saúde dos tubarões para fins de preservação da espécie, bem como para a segurança e educação pública.

Chris Fischer, líder e fundador da organização de defesa de tubarões brancos "Ocearch" disse à BBC estar convencido que Lydia pode estar grávida e que terá sido por motivos ligados ao parto que o animal se dirigiu para o Mediterrâneo.

Lydia, que desde a sua sinalização já percorreu cerca de 30500 quilómetros, partiu da Nova Escócia (Canadá) e no domingo a "Ocearch" anunciou que tinha cruzado a Crista Médio-Atlântica. Apesar de muitas vezes se argumentar que as águas destes locais são muito frias para tubarões, Fischer afirma que estes animais "têm a capacidade de lidar com temperaturas de água muito baixas por longos períodos de tempo". O animal dirige-se agora em direção ao Reino Unido, onde já foram avistados grandes tubarões brancos anteriormente, embora não haja certezas para onde vai seguir.

Segundo os especialistas, o tubarão está saudável e reprodutivamente madura. Fischer disse à BBC que "se tivesse que adivinhar, diria que Lydia está grávida, que foi para mar aberto durante o tempo da gestação e que na primavera deste ano vai direcionar-nos para onde esses tubarões brancos bebés vão nascer". O responsável pela expedição acrescentou ainda que, da sua experiência, arriscaria afirmar que o parto seria no Mediterrâneo, perto da Turquia, mas que a imprevisibilidade do animal poderia fazer com que, a qualquer momento, voltasse para a Florida.

Milhões de tubarões são capturados todos os anos para remover as suas barbatanas, que são altamente valorizadas para fazer sopa de barbatana de tubarão e para curas tradicionais em alguns países asiáticos. Uma das mais recentes capturas de tubarões sinalizados pela "Ocearch" foi na Póvoa do Varzim.

O projeto "Ocearch" já marcou quase 150 tubarões, incluindo não apenas os grandes brancos, mas também tubarões-martelo, tubarões-tigre e outras espécies.

"Galinha do Inferno" viveu há 66 milhões de anos


Uma equipa de cientistas dos EUA descobriu uma nova espécie de dinossauro que foi batizada de "Galinha do Inferno". Os seus fósseis revelam uma criatura meio ave, meio lagarto, que teria bico e uma longa cauda.
Os ossos do "Anzu wyliei" encontrados são provenientes de três indivíduos e foram encontrados nos estados do Dakota do Sul e Dakota do Norte. O estudo foi publicado na PLOS ONE.
"Tínhamos indícios indiretos de que havia uma criatura assim, mas agora, com esses ossos, temos 80% de um esqueleto completo e podemos estudar com maior detalhe a estrutura deste dinossauro e perceber melhor a sua biologia", adiantou à BBC Hans Sues, curador do Departamento de Paleontologia e Paleobiologia de Vertebrados do Museu Smithsonan de História Natural, em Washington DC.
Os fósseis foram encontrados numa formação geológica norte-americana conhecida como Hell Creek, o que acabou por dar o apelido de Inferno ao esqueleto do animal que se assemelha a uma galinha.

Descobertas pegadas humanas com 800 mil anos


Os cientistas encontraram, pela primeira vez, pegadas humanas pré-históricas fora de África, na costa de Nortfolk, leste de Inglaterra. A descoberta é importante para identificar os primeiros seres humanos no Norte da Europa.
À BBC, Nick Ashton, do Museu Britânico, disse que as pegadas são "uma das descobertas mais importantes, se não a mais importante, feita nas praias da Grã-Bretanha", para além disso, irão "reescrever a nossa compreensão da ocupação humana no início da Grã-Bretanha e também da Europa".
Em maio do ano passado, a maré baixa, depois de uma temporada de forte agitação marítima, acabou por revelar as saliências identificadas, após a análise dos investigadores, como pegadas humanas.
"No início, não tínhamos a certeza do que estavámos a ver, mas depois ficou claro que as cavidades se assemelhavam a pegadas", relatou Ashton à BBC.
As pegadas foram lavadas e a equipa analisou-as em 3D. Ao ver as imagens, Isabelle De Groote, da Universidade John Moores de Liverpool, confirmou que as cavidades eram, de facto, pegadas humanas. Possivelmente, de acordo com a análise, serão de cinco pessoas, um adulto (que calçaria o número 42) e algumas crianças.
Embora não se possa, pelo menos para já, confirmar-se a espécie exata destes seres, os investigadores acreditam tratar-se de um antecessor do Homo que, outros estudos, confirmam ter vivido no sul da Europa. A espécie deverá ter passado para o Reino Unido através de uma faixa de terra que há um milhão de anos o ligava ao resto da Europa.
O processo de investigação foi filmado e o resultado será exibido numa exposição no Museu de História Natural de Londres, no final do presente mês.

Estrelinha de Santa Maria ameaçada de extinção


A ave mais pequena da Europa, a estrelinha de Santa Maria, nos Açores, corre o risco de extinção devido à degradação do seu habitat, encontrando-se na lista dos 13 vertebrados mais ameaçados do país.
"É o próprio Instituto Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade que plasma a estrelinha de Santa Maria [ou estrelinha de poupa] com o estatuto de perigo de extinção", referiu à agência Lusa o coordenador do Clube de Amigos Defensores do Património de Santa Maria, José Andrade Melo.
A estrelinha de Santa Maria, que se alimenta de insetos, vermes e aranhas, possui apenas oito a nove centímetros de comprimento e 12 a 14 de envergadura, é considerada importante no controlo biológico de algumas espécies e muito procurada no âmbito da atividade de 'birdwatching' (observação de aves).
José Andrade Melo explicou que a estrelinha de Santa Maria sofreu uma "regressão significativa" do seu efetivo nas duas últimas décadas, à semelhança do que aconteceu com o priolo, devido à perturbação do seu habitat natural e consequente redução dos alimentos.
A estrelinha de Santa Maria, que possui o nome científico de 'regulus regulus sanctae-mariae', vive em zonas dispersas na ilha, concentrando-se na zona do Pico Alto e no Barreiro da Faneca. Prefere os espaços com arbustos que contenham espécies da laurissilva (floresta húmida subtropical apenas existente na Macaronésia) para pernoitar e nidificar.
"O facto de a ave estar confinada a um espaço tão diminuto em termos territoriais, como é a ilha de Santa Maria, por si só já é merecedora do estatuto especial de conservação e da obrigação política e científica de criação de um plano de salvaguarda", defendeu José Andrade Melo.
Há dois anos, o Clube de Amigos Defensores do Património de Santa Maria e a representação local da associação ecologista Amigos dos Açores, com o apoio de várias entidades, propuseram ao Governo Regional que a estrelinha de Santa Maria fosse designada "a ave de 2012", visando alertar para a sua existência e perigo de extinção.
A proposta foi feita ao então secretário regional do Ambiente, a quem sublinharam a necessidade de realizar um plano de salvaguarda da estrelinha, através de uma equipa multidisciplinar.
Segundo José Andrade Melo, "houve aceitação" da proposta de conservação da espécie, mas "até hoje, para além da promessa, o que houve foi um pequeno estudo de inventariação do seu habitat preferencial".
"Em termos de quantitativo do efetivo populacional, nada existe feito, de uma forma muito clara, tendo-se plantado, entretanto, uma pequena mancha de árvores preferenciais da estrelinha, na zona do Pico Alto, com vegetação endémica, o que é manifestamente insuficiente", considerou.
José Andrade Melo defendeu, para além de um estudo que quantifique o efetivo populacional da ave e de uma elencagem das suas reais ameaças, um plano de ação, à semelhança do que foi desenvolvido para o priolo, ave endémica da ilha de São Miguel.

Aquecimento global não está a ser levado a sério

Jim Yong King, presidente do Bando Mundial

O aquecimento global não está a ser levado a sério e o tempo está a esgotar-se para evitar consequências como a seca e a inundação de cidades, disse na quinta-feira o presidente do Banco Mundial.
"Estamos a chegar rapidamente a um ponto em que não vamos ser capazes de manter o aquecimento global abaixo dos dois graus Celsius ", disse Jim Yong Kim no início da reunião de primavera do Banco Mundial e do FMI, em Washington.
O presidente do Banco Mundial defendeu que "o aquecimento de dois graus Celsius vai ter grandes implicações", indicando que "40% das terras aráveis de África desaparecerão e a cidade de Banguecoque poderá ficar submersa".
O Banco Mundial está a envidar esforços em várias áreas para combater as alterações climáticas, nomeadamente no preço do carbono, no financiamento da energia renovável, e na pressão exercida junto dos Governos para removerem os subsídios à energia.
No entanto, Jim Yong Kim receia que muitos tenham deixado de pensar nas alterações climáticas como um problema urgente.
"Daqui a 10 ou 15 anos, quando rebentarem batalhas devido à falta de acesso a água e comida, estaremos todos aqui sentados a pensar: Meu Deus, por que não fizemos mais naquela altura?", desabafou, confessando-se "extremamente preocupado", por "o mundo ainda não estar a levar o assunto suficientemente a sério".

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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Descoberta proteína que impede transmissão da malária

Cientistas do Centro de Investigação de Saúde Internacional de Barcelona (CRESIB) descobriram uma proteína, designada AP2-G, que impede a transmissão da malária, publicou hoje a revista científica britânica Nature. 
A investigação revelou que a proteína AP2-G "atua como um interruptor no desenvolvimento do parasita da malária ao ativar a reprodução dos genes precoces dos gametócitos, formas sexuais do parasita, essenciais para a transmissão dos humanos para os mosquitos".
Segundo as informações divulgadas pelo CRESIB, centro de investigação criado em 2006, o estudo descobriu novas formas de interromper a transmissão da malária, também conhecida como paludismo, mediante a prevenção da formação e da maturação das etapas sexuais do parasita.
Alfred Cortés, que liderou parte do estudo, explicou que "no sangue, o parasita da malária encontra-se predominantemente na fase assexuada".
"A diferenciação sexual, que se ativa em alguns dos parasitas, é fundamental para transmitir a doença de um humano para um mosquito e iniciar novas infeções em outros humanos. Não é só necessário e fundamental curar os doentes afetados pela malária, mas também impedir a transmissão", disse o investigador.
Para a transmissão dos parasitas da malária de humanos para o mosquito é necessário, segundo explicou Cortés, que aconteça uma diferenciação das etapas assexuadas de replicação dos glóbulos vermelhos para as etapas sexuais (gametócitos masculinos e femininos).
"Descobrimos que a proteína AP2-G tem um papel chave no controlo da diferenciação sexual. Na fase assexuada dos parasitas no sangue, o gene que codifica a proteína AP2-G está 'apagado' na maioria dos parasitas, mas é propenso à ativação espontânea", sublinhou ainda Cortés.
O 'plasmodium falciparum' é um dos quatro parasitas da malária que podem afetar as pessoas e um dos mais perigosos, responsável pela chamada 'malária cerebral'. A par do 'plasmodium falciparum', as pessoas podem ser infetadas pelo 'plasmodium vivax', pelo 'plasmodium ovale' e pelo 'plasmodium malariae'.
Na semana passada, a revista britânica especializado em medicina 'The Lancet' publicou um relatório que revelou que cerca de 57% da população africana continua a viver em áreas de risco moderado ou elevado de malária.
O relatório, elaborado por investigadores do Instituto de Investigação Médica do Quénia, da Universidade de Oxford e do departamento regional da Organização Mundial de Saúde para a África, reuniu o maior número de sempre de estudos baseados na comunidade, cobrindo um total de 3,5 milhões de pessoas em 44 países africanos onde a malária é endémica desde 1980.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Oxigénio desencadeou explosão de vida na Terra

Investigadores reconstituíram níveis de oxigénio e dos nutrientes disponíveis nos oceanos nos últimos 3600 milhões de anos, através de amostras rochosas
O início da vida na Terra está envolto em mistério, mas os cientistas pensam que ela terá eclodido há cerca de 3600, ou 3500, milhões de anos, sob a forma de bactérias primitivas, e assim ficou durante mais de dois mil milhões de anos. Há 550 milhões de anos, a vida diversificou-se e tornou-se mais complexa, no que se tornou conhecido pela explosão câmbrica. Mas por que se manteve estagnada durante mais de dois mil milhões de anos? Um grupo de investigadores que estudou em vários pontos do mundo terrenos que já foram o fundo oceânico têm uma resposta: durante esse longo período de dormência, o oxigénio e os nutrientes estavam em declínio nos oceanos.
Num artigo que será publicado na edição de março da revista científica Earth and Planetary Science Letters, a equipa liderada pelo geólogo Ross Large, da Universidade da Tasmânia, na Austrália, descreve o estudo de milhares de amostras de pirite em antigas rochas do fundo oceânico, recolhidas em mais de 60 locais do mundo, incluindo na Sibéria, para concluir que os níveis de oxigénio e de nutrientes disponíveis nos diferentes momentos são a chave do enigma.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

26 anos de Degelos, num minuto



(COM VÍDEO) Os cientistas norte-americanos ficaram chocados com um vídeo que mostra como o gelo que até há apenas 26 anos dominava o Ártico praticamente já desapareceu.O vídeo, de um minuto, foi apresentado há dois dias em Chicago pela NOAA (National Oceanic Atmospheric Admnistration).
 
Segundo o jornal espanhol "ABC", os repetidos alertas contra as alterações climáticas que se estão a registar dramaticamente no nosso planeta estão, efetivamente, a acontecer. Segundo peritos da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) dos Estados Unidos, a tendência global para um degelo no Ártico é inevitável, com a região a ficar cada vez mais quente.
Prova disso é um vídeo que a NOAA apresentou há dois dias, em Chicago, numa sessão dedicada às alterações climáticas durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências (AAAS). Um vídeo que deixou, literalmente, de boca aberta os cientistas que o viram e que mostra, em animação, Um mapa do efeito do degelo com o passar do tempo, entre 1987 e outubro de 2013. O vídeo demonstra que em apenas 26 anos, os gelos que dominavam a região já desapareceram praticamente.
O vídeo, com a duração de apenas um minuto, e que será publicado na próxima edição da revista 'Science'", ilustra de forma dramática o que sucedeu ao gelo do Ártico no último quarto de século. A "mensagem" deixa poucas dúvidas: à medida que os anos avançam a superfície total da zona gelada do Ártico vai-se tornando cada vez mais pequena. Se há um quarto de século as áreas cobertas por gelo ocupavam 26% do total, agora estão reduzidas a apenas 7%.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Curiosity" tira a primeira foto da Terra… vista de Marte


Créditos: NASA/JPL-Caltech/MSSS/TAMU

E ao 529 dia de missão em Marte, a sonda "Curiosity" tirou esta fotografia onde é possível ver no céu marciano dois pontos de luz em destaque: a Terra e a Lua.

A exploração da "Curiosity" a Marte tem feito parangonas nos Média. Hoje, a NASA mostra a primeira fotografia feita pela sonda ao céu marciano onde é possível ver a Terra e a Lua em destaque como os pontos mais brilhantes.
A foto foi tirada no dia 31 de janeiro, quando passava quase hora e meia do pôr-do-sol. Nesse momento, a Terra estava a mais de 160 milhões de quilómetros de Marte. 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Floresta Amazónica

     Amazónia é uma floresta latifoliada húmida que cobre a maior parte da Bacia Amazônica da América do Sul. Esta bacia abrange sete milhões de quilômetros quadrados, dos quais cinco milhões e meio de quilômetros quadrados são cobertos pela floresta tropical. Esta região inclui territórios pertencentes a nove nações. A maioria das florestas está contida dentro do Brasil, com 60% da floresta, seguido pelo Peru com 13% e com pequenas quantidades na Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e França (Guiana Francesa). Estados ou departamentos de quatro nações têm o nome de Amazonas por isso. A Amazônia representa mais da metade das florestas tropicais remanescentes no planeta e compreende a maior biodiversidade em uma floresta tropical no mundo. É um dos seis grandes biomas brasileiros.
 
Ficheiro:Amazon rainforest.jpg
 
 
     Brasil, para efeitos de governo e economia, a Amazônia é delimitada por uma área chamada "Amazônia Legal" definida a partir da criação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), em 1966. É chamado também de Amazônia o bioma que, no Brasil, ocupa 49,29% do território e abrange três (Norte, Nordeste e Centro-Oeste) das cinco divisões regionais do país, sendo o maior bioma terrestre do país. Uma área de seis milhões de hectares no centro de sua bacia hidrográfica, incluindo o Parque Nacional do Jaú, foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, em 2000 (com extensão em 2003), Patrimônio da Humanidade.
     Floresta Amazônica foi pré-selecionada em 2008 como candidata a uma das Novas 7 Maravilhas da Natureza pela Fundação Sete maravilhas do mundo moderno. Em fevereiro de 2009, a Amazônia foi classificada em primeiro lugar no Grupo E, a categoria para as florestas, parques nacionais e reservas naturais.
 
 
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ave do Ano 2014 em Portugal

Ave do Ano 2014 em Portugal
é...



     A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) anunciou que elegeu a cegonha-branca, espécie protegida em expansão em Portugal, como Ave do Ano 2014, coincidindo com o quinto censo nacional, que se realiza na primavera.


 

     O anterior censo, de 2004, contabilizou 7.684 ninhos de cegonha ocupados em Portugal, mais do dobro dos registados em 1994 (3.302 ninhos).
     O censo da cegonha-branca realiza-se na Europa de dez em dez anos. Em Portugal, é feito pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, em colaboração com outras entidades, nomeadamente a SPEA, que se propõe este ano desenvolver, em paralelo, atividades de divulgação nas escolas, apesar das dificuldades financeiras.
     Em Portugal, a cegonha-branca é abundante nas regiões do Vale do Tejo e do Alentejo, sendo o seu aumento populacional justificado com a melhoria da sua alimentação.


Facebook https://www.facebook.com/AsMelhoresFotografiasDoMundo.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Maldives/ Maldivas

Maldives/ Maldivas
 
Este arquipélago é o último ilha tropical paradisíaca.
 
This archipelago is the ultimate tropical island paradise.
 
Cet archipel est l'ultime paradis tropical.
 
Este archipiélago es el último paraíso de la isla tropical.
 
这个群岛是最终的热带岛屿天堂。
 
Этот архипелаг является конечной тропический рай острова.
 

Овај архипелаг је крајњи тропско острво раj.

 
 
 

Blue Laboon- Islândia/ Iceland


Blue Lagoon- Islândia/ Iceland
 
Nascentes termais naturais.
 
Natural thermal hot springs.
 
Sources thermales naturelles.
 
Aguas termales naturales.
 
天然热温泉。
 
Природные термальные источники.
 
Природних термалних Хот Спрингс.
 

 

domingo, 1 de setembro de 2013

Salar de Uyuni- Bolívia

Salar de Uyuni- Bolívia
 
 
Maior plano de sal do mundo, cria-se um efeito de espelho depois da chuva.
 
The world’s largest salt flat, it creates a mirror effect after the rain.
 
Plus grand plat de sel du monde, il crée un effet de miroir après la pluie.
 
Más grande del mundo salar, se crea un efecto de espejo después de la lluvia.
 
世界上最大的盐平板,它创建一个雨后的镜面效果。
 
Крупнейший соли квартира в мире, он создает зеркальный эффект после дождя.

Највећи соли на свету стан, то ствара ефекат огледала после кише.
 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Blog Turma 2012/2013

Se quiser mais informaçõe sobre Geologia vá a este blogue que é da minha turma e que vai sendo acrescentado por todos.
Este é um projeto para divulgar aquilo que sabemos sobre a matéria que estamos a desenvolver e o nosso empenho.

O blogue é:

http://turma8acn.blogspot.pt/

Boa pesquisa!!!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Biodiversidade das Berlengas mais mediterrânica

Biodiversidade das Berlengas mais mediterrânica

A fauna e a flora subaquáticas das Berlengas, ao largo de Peniche em pleno Atlântico, estão cada vez mais mediterrânicas, afirmam os cientistas que estão até dia 30 a participar naquela que é a maior expedição científica à zona.

Desde segunda-feira a bordo do antigo bacalhoeiro 'Creoula', Estibaliz Berecibar parte para mais um mergulho, em conjunto com outros investigadores, em busca dos muitos segredos ainda por revelar pela riqueza subaquática das Berlengas, Reserva da Biosfera da Unesco.
O arquipélago é considerado o maior viveiro natural da costa oeste atlântica, não só por ser a fronteira entre as águas frias e quentes, mas também por beneficiar da proximidade ao Canhão da Nazaré.
O mergulho, entre os mais de 24 já realizados a 30 metros de profundidade, veio a revelar-se numa nova descoberta. Pela primeira vez, a investigadora observou nas Berlengas duas espécies de algas ('gloiocladia microspora' e 'digenea simplex') típicas do Mar Mediterrâneo, à semelhança de outras.
Após observar fenómenos de emigração idênticos em relação a outras espécies, a bióloga acredita cada vez mais que "as Berlengas são o limite norte para muitas espécies do Mediterrâneo", que nos últimos anos começaram a expandir-se para a costa oeste do Atlântico.
"A paisagem debaixo de água está a ficar mais tropicalizada", afirma, e uma das justificações apontadas pode estar relacionada com as alterações climáticas.

domingo, 23 de setembro de 2012

"Curiositi" encontra pirâmide em Marte

"Curiositi" encontra pirâmide em Marte
Curiosity descobre rocha com forma de pirâmide
 
Com uma estranha forma de pirâmide e do tamanho de um bola de rugby, a rocha batizada de "Jake Matijevic" encontrada pela sonda Curiosity será a primeira análise do braço robótico.
A Curiosity, a sonda da NASA que chegou a Marte no mês passado, encontrou no seu caminho uma rocha com a forma de uma pirâmide que será o primeiro elemento a ser examinado pelo braço robótico da sonda.
Apenas 2,5 metros separam o veículo do seu objectivo. A rocha foi batizada de "Jake Matijevic" em homenagem a Jacob Matijevic, um engenheiro chefe da missão que morreu exatamente há um mês, pouco dias depois da Curiosity ter pousado no Planeta Vermelho.
A estranha rocha, de 25 centímetros de altura por 40 de largura, será a primeira análise de forma cruzada, ou seja que permita o cruzamento de dados.
A Curiosity encontra-se agora a meio do caminho desde que pousou, em Bradbury até ao seu destino, um local designado de Glenelg. As distâncias que percorre diariamente não parecem muito longas - de 22 a 37 metros -, mas a NASA está mais do que satisfeita.


Grande expedição ás Berlengas

Grande expedição ás Berlengas
 
 
 
Natureza: Investigadores vão participar na maior expedição ás ilhas em 20 anos para melhorar o conhecimento da cartografia e das espécies.
 
A maior expedição  de cientistas dos últimos 20 anos ás ilhas das Berlengas , ao largo de Peniche, partiu no dia 17 de Setembro de 2012 a bordo do navio "Creoula" na expectativa de até dia 30 caracterizar a biodiversidade marinha existente.
 

 A campanha é promovida pela Estrutura de Missão pra a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), envolvendo cerca de 80 pessoas, entre mergulhadores, investigadores e estudantes universitários que, repartidos em dois grupos, vão fazer a cartografia e caracterização das espécies e habitats. "Nas Berlengas há muito por conhecer. Têm sido feitos estudos muito localizados , mas nºao existe um conhecimento extensivo do que existe essa falta de informação relativamente a um território tão rico em Biodiversidade como as Berlengas" disse à agência Lusa Frederico Dias coordenador do projeto M@rbis na EMEPC. 
 
O investigador lembrou que o arquipélago das ilhas das Berlengas é onde se concentra a maior diversidade de espécies da costa atlântica portuguesa, por beneficiar da aproximação ao canhão da Nazaré e, por isso, beneficiar de condições especiais em termos de correntes marítimas, e por estar na fronteira das águas mais frias e as mais quentes. As três ilhas que compõem o arquipélago possuem cerca de 400 espécies diferentes, entre peixes, esponjas, algas, gorgónias (espécie de Corais) e outros organismos, como ouriços ou estrelas-do-mar. os estudos vão ser feitos através de mergulhos a 35 metros de profundidade, sendo os cientistas acompanhados por mergulhadores.  
 
Retirado de (Diário de noticias)
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

8ºAno

8ºAno
Com o começo deste novo ano lectivo, espero que o meu blogger fique mais recheado de temas úteis para a sociedade, a partir deste momento terei uma nova aplicação, pessoas de outros países possam ler nas suas línguas.
 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Correntes de Convecção


Correntes de Convecção

      Correntes de material quente, em ascensão, que ao arrefecer mergulha novamente na astenosfera,  voltando a aquecer, reiniciando o ciclo.



Os fundos Oceânicos

Os fundos Oceânicos

Perfil do fundo Oceânico:

Um sonar! O que é um sonar? Para que serve um sonar?
    







Este equipamento emite ondas sonoras para o fundo e recebe o reflexo dessas ondas. A distância a que o fundo ou outros objetos (cardumes, submarinos, etc.) se encontram, é calculada a partir de tempo que as ondas sonoras demoram a voltar ao navio.

Alfred Wegner





Alfred Wegner- (1880-1930) autor da teoria da deriva dos continentes

     Em 1911, um metereologsta alemão, Alfred Wegner, descobriu u artigo científico que mostrava que existem fósseis iguais, de plantas e animais já extintos, em continentes separados pelo Oceano Atlântico.
     Surpreendido por este facto, foi procurar outros artigos. Encontrou mais casos semelhantes e surpreendentes noutros continentes. Por exemplo, fósseis de plantas tropicais foram encontrados em ilhas do Ártico! Como era possível?
     Observando atentamente o mapa da Terra, verificou ainda que a América do sul e a África encaixam quase perfeitamente.  Continuou as suas pesquisas e descobriu que existiam também coincidencias entre algumas cadeias montanhosas de América do Norte e da Europa.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Teide


Teide


Tipo de vulcão: Estrato Vulcão

Atividade: Inativo

Elevação: 3 718mts (12,148 pés)

Coordenadas: 28° 16’ N 16° 38’ W

Localização: Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha

Última erupção: 1909

Curiosidades: Um estudo recente mostrou que, no futuro haverá erupções violentas no Teide, revelou ainda que tem uma estrutura semelhante à do Vesúvio e Etna. Em 1954 o Teide e toda a zona em seu redor estão englobados no Parque Nacional de Las Cañadas del Teide. Desde 2007 que o Parque Nacional do Teide foi declarado pela UNESCO como Património da Humanidade. É o segundo parque nacional mais visitado no mundo.

Conversa de mim para mim!

Conversa de mim para mim!





Qual foi o vulcão que escolheste? E porque?
O vulcão escolhido por mim foi o Teide. Porque, achei que o meu trabalho tinha que ser bom, para que isso fosse possível tinha que escolher um vulcão interessante.


Quais os materiais que utilizaste neste projeto?
         Os materiais que eu usei para a concretização deste projeto foram os seguintes; Garrafão de plástico, Espuma de poliuretano, Placas de esferovite, Folhas de papel (brancas), Aguada de cimento com resina, Silicone, Tintas acrílicas, Cimento, Águas, Internet, Computador, Fotocopiadora, Canetas de feltro, Pincéis, Areia, Berbequim, Lixa, x-acto, Tampas, Faca, Tesoura, Serrote e Rádio.


Conseguiste concretizar o teu projeto com facilidade? Ou foram necessárias várias tentativas?


         Não. Sim foram necessárias várias tentativas. Primeiro tentem fazer o vulcão através do formato do garrafão mas não teve o resultado pretendido. A segunda foi tentar colar as placas de esferovite (base) com silicone mas verificou-se que ao fim de algum tempo o silicone descolara-se da placa. Na tentativa seguinte acabou por resultar.




Quem te acompanhou neste trabalho?

         Neste trabalho tive o acompanhamento e a supervisão dos meus pais que me deram dicas e sugestões importantes.

Qual foi a tua maior dificuldade?
         A maior dificuldade foi tentar encontrar a forma de todo o trabalho mais próximo possível da realidade física do vulcão e da própria ilha.


O que é que gostaste mais de realizar no teu trabalho?

         O que eu gostei mais de realizar no meu trabalho foi; a colocação da espuma e também vê-la aumentar de volume e de pintar o vulcão.



O teu objectivo foi cumprido?

         O meu objectivo foi mais do que cumprido nunca pensei que ficasse tão bom como ficou.

 Qual é a tua opinião sobre o trabalho já pronto?

         Tive pena cão conseguir fazer o vulcão à escala, porque assim os 3 718 mts de altura do vulcão ficaria com poucos centímetros de altura, não dando assim destaque ao trabalho do vulcão.